LÍNGUA INGLESA E LÍNGUA ESPANHOLA NO ENEM: UMA ESCOLHA QUE AGREGA CRENÇAS

Elizabeth Ferreira Campos Barbosa[1]

Gilvone Furtado Miguel [2]

Resumo

Este artigo procura estabelecer uma discussão e uma reflexão sobre a escolha da língua estrangeira pelos candidatos para a prova do ENEM, de Barra do Garças-MT. Por ser semelhante à língua portuguesa, mais da metade dos candidatos escolhem o Espanhol, sugerindo que quem opta pela língua inglesa são frequentadores de cursinhos ou outros ambientes apropriados para o ensino de idiomas. Essa situação advém de crenças que permeiam o ensino de línguas, especialmente, o inglês. Para essa pesquisa foi utilizada a abordagem qualitativa e quantitativa, bibliográfica, cuja revisão literária centra-se em pesquisadores como Paiva, Barcelos, Santos, PCN’s e LDB e foram analisadas 40 (quarenta) provas do ENEM relativas ao ano de 2018, realizadas por alunos das escolas públicas estaduais de Barra do Garças-MT. Alguns dos questionamentos impostos foram: Se o ensino da língua inglesa é ofertado desde o Ensino Fundamental ao Médio e a língua espanhola é ofertada apenas no Ensino Médio, qual a razão dessa escolha? O que ocorre com o ensino de LI que não faz com que o aluno se sinta preparado para realizar esta avaliação? E os alunos que optam pela língua espanhola têm alcançado êxito? O tempo destinado para cada aula é suficiente para um bom aprofundamento da língua inglesa? Essa pesquisa apontou que, se o ENEM tem a relevância que ocupa nos dias atuais, então os idealizadores desta prova devem prepará-la tendo em vista a forma como realmente o ensino é desempenhado nas salas de aula brasileiras, especialmente, na rede pública de ensino. Para tanto, políticas públicas de valorização da educação brasileira devem ser criadas, também, com foco na língua estrangeira.

Palavras-chave

Escolha. Crenças. ENEM. Línguas estrangeiras.

Abstract

This article seeks to establish a discussion and reflection on the choice of the foreign language by the candidates for the ENEM, from Barra do Garças-MT. Because it is similar to the Portuguese language, more than half of the candidates choose Spanish, suggesting that those who choose the English language are frequenters of language courses or other appropriate environments for language teaching. This situation stems from beliefs that permeate language teaching, especially English. For this research the qualitative and quantitative bibliographical approach was used, whose literary revision focuses on researchers such as Paiva, Barcelos, Santos, PCN’s and LDB, and 40 (forty) ENEM tests from the year 2018 were analyzed by students of the state public schools of Barra do Garças-MT. Some of the questions raised were: If the teaching of the English language is offered from Elementary to High School and the Spanish language is offered only in High School, what is the reason for this choice? What happens to LI teaching that does not make the student feel prepared to carry out this assessment? And the students who choose the Spanish language have been successful? Is the time allocated for each class sufficient for a good study of the English language? This research pointed out that if the ENEM has the relevance that it occupies in the present days, then the idealizers of this test should prepare it considering the way in which the teaching is actually performed in the Brazilian classrooms, especially in the public school system. Therefore, public policies of valorization of Brazilian education should also be created with a focus on the foreign language.

Keywords

Choice. Beliefs. ENEM. Foreign languages.

Texto completo


[1] Elizabeth Ferreira Campos Barbosa- licenciada em Letras, Língua Inglesa e Espanhola pela Universidade Federal de Mato Grosso-UFMT, Barra do Garças/MT, Brasil. Pós-Graduada em Planejamento Educacional, EJA – Educação de Jovens e Adultos, Ensino de Língua Inglesa e Inclusão Social. Atualmente, atua como docente no Ensino Fundamental e Médio, nas redes estaduais de ensino de Mato Grosso e Goiás. (http://lattes.cnpq.br/6025174774947319).

[2] Doutora em Letras e Linguística (2007) pela UFGO. Docente da UFMT/CUA.